quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Aquele

   Aquele um vai entrar pela minha porta um dia qualquer. E o melhor de tudo? Eu posso imaginá-lo do jeito que eu quiser. Barba de dois dias, cabelo despenteado, cigarro no canto da boca, um sorriso perfeito, e um charme daqueles que você não sabe por que, mas simplesmente não consegue tirar os olhos dele. Assim, bem brega mesmo. Tipo filme, mas isso não é filme. Ele é real. Ele vai olhar diretamente para mim, bem fundo, e sorrir perguntando se eu aceito uma bebida. Ele vai sentar ao meu lado e encostar sua coxa quente na minha, e me perguntar onde eu estava esse tempo todo. Vai pegar na minha mão, e dizer: vem comigo.
   É nele que eu penso todas as noites, não em você, ou em vocês que já passaram e ainda vão passar... Ria de mim, mas estou aqui parada, patética e sozinha esperando que no meio de todo esse lixo eu encontre o verdadeiro amor. Um dia eu encontro...


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

MEDO DE AMAR

     Medo de amar? Que loucura é essa? Com tantos outros medos que temos que enfrentar, por que insistimos nesse?  Mas loucura ou não, o medo de amar se instala em cada pedaço do nosso corpo, e nós nem sabemos por quê.
     O amor por mais verdadeiro e intenso que seja, acaba. E esse fim rasga a gente por dentro profundamente da cabeça aos pés... Sei lá por que isso acontece. É um mistério indecifrável. Vai ver aquela pinta no canto direito do rosto dele que você achava um charme hoje acha dispensável, ou aquele jeito dela mexer no cabelo passou a te irritar demais... O mais difícil do amor é que ele termina só de um lado, nunca em dois corações ao mesmo tempo. Um desacelera antes do outro... E ter o amor rejeitado é como se nossas vértebras tivessem sido arrancadas. Ou como se eu tivesse sido assaltada...Onde me roubaram tudo: o amor e o que vem com ele. Sem o amor, nada resta, o que parecia real se desfaz...  O romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do quarto sozinho, um casal na rua amolece seu coração, um abraço carinhoso de um amigo traz junto lembranças que você não queria que fossem lembranças, mas sim a sua realidade...
    Eaí passa a dor do amor, o nosso corpo agora está limpo e a alma está pura. Os olhos não brilham por ninguém, a boca não sente vontade de beijar aquela boca. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? NEM PENSAR. MEDO.
    Mas mesmo com esse medo tão justificado, amamos de novo e de novo toda vez que o amor nos chama, fingindo não se importar, mas sabendo que, no fundo, é impossível recusá-lo.